Monday, April 09, 2018

ROMERO CARDOSO APRESENTA 'NOTAS PARA A HISTÓRIA DO NORDESTE'

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)
José Romero Araújo Cardoso, nasceu no dia 28 de setembro de 1969, na cidade de Pombal, Estado da Paraíba, filho de Maria de Lourdes Araújo Cardoso e Severino Cruz Cardoso. Graduou-se em Licenciatura em Geografia pelo Departamento de Geociências do Centro de Ciências Exatas e da Natureza da Universidade Federal da Paraíba, Campus I, João Pessoa - PB.
Cursou Especializações em Geografia e Gestão territorial e em Organização de Arquivos. Submeteu-se no ano de 1998 a concurso público para docente do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Campus Central, Mossoró - RN, obtendo primeiro lugar. É professor Adjunto-IV. Concluiu, em julho de 2002, mestrado em desenvolvimento e meio ambiente-PRODEMA-UERN, com dissertação versando sobre a importância da caprino-ovinocultura em assentamentos rurais de Mossoró-RN. Assessorou a Fundação Vingt-un Rosado/Coleção Mossoroense, por onde lançou os seguintes livros: Nas Veredas da Terra do Sol (1996), Terra, Verde, Chapéu de Couros e Outros Ensaios (1996), Aos Pés de São Sebastião - Novela Sertaneja (1998), Fragmentos de Reflexões - Ensaios Selecionados (1999), A Descendência de Jerônimo Ribeiro Rosado e Francisca Freire de Andrade - A Família de Menandro José da Cruz (2001), A Importância da Caprino-ovinocultura em Assentamentos Rurais de Mossoró-RN (2002) e Euclides da Cunha e as Secas (2005). É autor de inúmeras plaquetas, a exemplo de Mossoró e a Resistência a Lampião (2002) e de Maria do Ingá a Maringá (2003). É sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, membro do Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço e sócio da Associação Paraibana de Imprensa, além de sócio fundador do Grupo Benigno Ignácio Cardoso D’Arão. Estudioso do semi-árido nordestino e dos movimentos sociais desta região.
Boa Leitura!

Escritor José Romero, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos o que o motivou a escrever “Notas para a história do Nordeste”?

Romero Cardoso -
A motivação para escrever "Notas para a História do Nordeste" está diretamente vinculada ao sentimento telúrico que nutro pela região Nordeste, pois riquíssima em episódios históricos marcantes, com ênfase ao cangaço, notabiliza-se como celeiro fértil de variados temas que busquei abordar a fim de socializar conhecimentos que venho adquirindo através de leituras e estudos de campo. Renomado bibliófilo de nome Francisco Pereira Lima, natural de São José de Piranhas/PB, residente em Cajazeiras/PB, instigou-me a elaborar trabalho literário, visando contribuir para a compreensão da região em diversos momentos.

Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio da publicação desta obra literária?

Romero Cardoso
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A primeira versão de Notas para a História o Nordeste é em formato e-book. Estou lutando para que a obra seja lançada em formato impresso. Lancei-a em Princesa Isabel/PB, no dia 19 de março de 2015, quando do evento cultural “Cariri Cangaço Princesa 2015”, ocasião em que realizei conferência sobre o Território Livre estruturado em 1930, pois os principais objetivos de “Notas para a História do Nordeste” são destacar marcas indeléveis de nossa História e buscar evitar que as gerações presentes e futuras não sejam vítimas de processo de aculturação que atinge frontalmente as bases de nossa identidade enquanto nordestinos. 

Apresente-nos os principais desafios para escrita de “Notas para a história do Nordeste”.

Romero Cardoso
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A falta de estímulo para que a cultura tenha lugar de destaque apresenta-se como desafio à concretização de projetos literários. Para lançar “Notas para a História do Nordeste”, contei com a colaboração imprescindível da Profa. Dra. Marinalva Freire da Silva, residente em João Pessoa/PB, cujo auxílio, tanto no quesito revisão como organização, foi extremamente positivo. No presente, o maior desafio está sendo publicar “Notas para a História do Nordeste” em formato impresso, pois a crise por que passa o País tem fomentado nefastas manifestações de desprezo à cultura.

Conte-nos um fato que o marcou após pesquisas para escrita desta histórica obra literária.

Romero Cardoso
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O fato mais marcante foi o convite feito pela diretoria do Cariri Cangaço para realizar conferência em Princesa Isabel/PB, pois vários capítulos de “Notas para a História do Nordeste” destacam o turbulento início da década de 30 do século XX no Estado da Paraíba.

O que mais o atrai na cultura nordestina?

Romero Cardoso
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A originalidade e a resistência atraem-me consideravelmente. O Nordeste é um campo fértil para pesquisas de variadas matizes de estudos. A cultura nordestina é ímpar, pois o processo de construção coletiva ainda apresenta-se bastante preservada, exemplo disso vamos encontrar na proeminência da literatura de cordel em quase todos os quadrantes da região, servindo, dessa forma, como suporte ao reconhecimento enquanto nordestinos, estabelecendo o sentido de pertencimento.

Onde podemos comprar o seu livro?

Romero Cardoso
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Como destaquei em resposta anterior, “Notas para a História do Nordeste” ainda encontra-se em formato e-book. Estou aguardando que surja momento oportuno para que seja lançado em formato impresso. Os exemplares que levei para ser divulgados em Princesa Isabel/PB foram todos comprados. Espero que o formato impresso, quando for publicado, disponibilize-o para o maior número possível de leitores possa ter mais uma fonte de informações sobre o Nordeste Brasileiro.
Quais os seus principais objetivos como escritor?

Romero Cardoso
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Divulgar a cultura regional e contribuir para a valorização da região Nordeste, tendo em vista que há uma forte tendência estimulada pelos objetivos e propósitos da globalização em sua fase atual de macular as bases da nossa formação cultural, pois sob a ótica do capital não interessa a preservação da memória, tanto local como regional. 

Você participa das atividades do “Cariri Cangaço”. Apresente este projeto para nossos leitores.

Romero Cardoso
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Ainda não integro o Cariri Cangaço. A direção da confraria cultural reuniu-se em Princesa Isabel/PB e aventou a hipótese de inserir-me como membro do Cariri Cangaço, mas parece que não houve consenso.
Esse projeto importantíssimo, fruto da obstinação do curador Manoel Severo Barbosa, visa contribuir para a compreensão dos estudos regionais através da realização de eventos culturais, os quais já foram realizados em vários Estados Nordestinos.

Quem desejar conhecer as principais atividades desenvolvidas pelo “Cariri Cangaço” como deve proceder?

Romero Cardoso
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A melhor forma é através da participação dos eventos culturais que vem sendo realizados. O site do Cariri Cangaço demonstra a importância assumida pelo projeto cultural que vem tornando-se referência para os estudos sobre o Nordeste Brasileiro. 

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor José Romero Araújo Cardoso. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Romero Cardoso
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Que valorizem a cultura regional e busquem se aperfeiçoar nas técnicas de escritas, conseguidos através de leituras e elaboração de textos, pois a evolução humana passa obrigatoriamente pela educação e pela cultura.

Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura
Contato: divulga@divulgaescritor.com

TEXTO ORIGINALMENTE EXTRAIDO DA SEGUINTE PÁGINA:

https://portalliterario.com/entrevistas/entrevistas-brasil/569-romero-cardoso-apresenta-notas-para-a-historia-do-nordeste

Sunday, April 01, 2018

ARMY MEN XIII: O LEVANTE DE PRINCESA-PB - 1930


Cenário Army Men: 05 de Junho de 1930 - Soldados do Estado da Paraíba com caminhões e frota Seguem em direção a cidade de Princesa. A frente presente frota vinha um feiticeiro que “benzia a estrada”, a cada parada, dizendo: ‘Vamos pegar Zé Pereira à unha!’. Mas em Água Branca-PB foram recebidos à bala, numa emboscada fulminante. O primeiro a ser atingido, com um tiro na testa, foi o dito feiticeiro.

José Pereira Lima (1884-1949) era o mais poderoso coronel do sertão da Paraíba pelo qual falava como espécie de primeiro ministro. Vaidoso e simulado, assistira à erosão da autoridade sob o governo João Pessoa (1878-1930). Rico produtor de algodão, economicamente também vinha experimentando perdas. Seu algodão, destinado ao porto do Recife, onde os Pessoa de Queiroz o comercializava, era exportado sem pagar impostos pelo Estado de Pernambuco. Com a política tributária de João Pessoa, via-se obrigado a sair por Cabedelo-PB por meio de estradas insatisfatórias que só conectavam com a linha férrea em Campina Grande, a mais de trezentos quilômetros de Princesa. Os prejuízos do coronel tornavam-se elevados, o que o levava a secundar as reclamações dos Pessoa de Queiroz. Vários outros coronéis também pensavam assim, daí porque o movimento de Princesa espalhou-se por Misericórdia, Conceição, Vale do Piancó, Catolé do Rocha, Pombal e Monteiro. Senhor absoluto dos comandados, José Pereira Lima, com total apoio do Palácio do Catete, conseguiu que Princesa se tornasse território livre e independente, com constituição própria, hino e bandeira próprios, exército próprio, enfim, legalmente separada do Estado da Paraíba. A família Pessoa de Queiroz, com quem o chefe princesense mantinha laços econômicos e pessoais estreitos e marcantes, e a posição do Presidente da República Washington Luiz era ambígua: o governo federal simpatizava com a rebelião, mas o Presidente que se recusava a apoiar o governo constituído de João Pessoa, proclamava que se o depusessem recorreria ao Exército para repô-lo no poder. O presidente João Pessoa, com a finalidade de municiar a polícia do Estado, pede ao Ministro da Guerra, Nestor Passos, "autorização para importar da França, cem mil cartuchos, para fuzil Mauzer", em 8 de abril de 1930. A autorização foi negada.
O município, que já tinha visto passar diferentes grupos de cangaceiros, passou a ser reduto de valentia e independência. Foram travadas sangrentas batalhas e inúmeras vidas foram perdidas. Princesa se tornou uma fortaleza inexpugnável, resistindo palmo a palmo ao assédio das milícias leais ao Presidente João Pessoa. Colunas pereiristas incursionaram sobre esses municípios defrontando-se com a polícia. A Secretaria de Segurança estabeleceu quartel-general em Piancó e dividiu suas forças em pequenos grupos para conter os revoltosos. Estes retraíram-se mas a luta chegou a um impasse - os pereiristas não conseguiram conflagrar o sertão para propiciar a intervenção do governo federal, mas os legalistas não conseguiram tomar Princesa.
Dispondo de prestígio na capital e centros urbanos, João Pessoa recorreu à obtenção de donativos em armas e balas. Mineiros e gaúchos enviaram alguma coisa, mas a vigilância das autoridades federais na Paraíba dificultava o recebimento do material. Quando Pessoa pediu licença ao governo de Pernambuco para penetrar em seu território, a fim de cercar Princesa pela retaguarda, o governador Estácio Coimbra recusou o pedido. Os governantes do Ceará e Rio Grande do Norte também hostilizavam João Pessoa. O cerco à Paraíba era quase total. Reunindo as últimas energias, João Pessoa tentou solução no campo de batalha.
O Governo do Estado prepara o golpe que supunha fatal e envia à Princesa 220 homens em doze caminhões e farta munição sob o comando do tenente Francisco Genésio, e, pasmem, para espanto dos leigos e estrategistas, um feiticeiro que “benzia a estrada”, a cada parada, dizendo: ‘Vamos pegar Zé Pereira à unha!’. Os soldados sentiam-se mais protegidos e aplaudiam com entusiasmo o novo protetor, pois com ele estariam imunes às balas. Não foi o que aconteceu. Ao chegarem ao povoado de Água Branca, no dia 5 de junho de 1930, foram recebidos à bala, numa emboscada fulminante. O primeiro a ser atingido, com um tiro na testa, foi o dito feiticeiro. Os caminhões foram queimados; quem não conseguiu fugir, morreu; inclusive o tenente Francisco Genésio. Mais de 100 mortos e 40 feridos.
Foram quase cinco meses de combates inenarráveis, quando se destacaram nomes como Marcolino Pereira Diniz, Manuel Lopes Diniz, Cícero Bezerra, Sinhô Salviano, João Paulino, Caixa de Fósforo, entre outros, do lado do “Coronel” José Pereira, enquanto combatentes fiéis a João Pessoa se destacaram Coronel Elísio Sobreira, Raimundo Nonato, Clementino Quelé, Jacob Franz, gaúcho que saiu do Rio Grande do Sul para servir à causa da Aliança Liberal, entre muitos outros, comandados pelo Secretário de Interior e Justiça José Américo de Almeida.
Impressiona o número de baixas dos militares paraibanos quando da guerra de Princesa em 1930, pois em todos os combates registraram-se perdas consideráveis para os “legalistas” a serviço do governo João Pessoa. Princesa está localizada em área montanhosa, a qual perfaz continuidade do planalto da Borborema, sendo caracterizada pelas formações rochosas que serviram de aliadas em diversas tocaias que levaram morte, terror e pânico aos valentes soldados do bravo Presidente. Do alto das serras que circundam Princesa tinha-se visão panorâmica que permitia vislumbrar qualquer aproximação de tropas, tornando-se fácil preparar nos mínimos detalhes tocaias fatal, como a que destroçou a Coluna da Vitória logo após Água Branca. O conhecimento das condições naturais, incluindo vegetação extremamente útil para adaptações em condições de guerrilha, caso do acontecido em Princesa, aliou-se à perspicácia dos sertanejos comandados por José Pereira.
Com data de 22 de maio de 1930, o jornal do governo "A União" publicava:
"As deserções entre os ladrões e assassinos do traidor José Pereira aumentam diariamente, principalmente agora que elles já sabem que o reducto central do seu chefe poderá ser transformado em um montão de ruínas, dentro de poucos minutos pela esquadrilha aérea da Força Pública" .
João Pessoa tenta nova investida. Incapaz de dominar a cidade rebelde, ele apela para a guerra psicológica: a ameaça de Princesa ser bombardeada. Com essa ameaça veio a reação do "coronel" José Pereira, que continuava dono da situação, e, com suas colunas de guerrilheiros fustigava várias cidades do Estado da Paraíba, na tentativa de atemorizar as tropas da polícia.
No dia 6 de junho de 1930 o Governo do Estado tentou nova investida contra a cidade rebelde. Enviou do Quartel General da Polícia Militar, em Piancó, um avião pilotado pelo italiano Peroni, com a missão de lançar panfletos, concitando o povo a abandonar a luta, senão a cidade seria bombardeada dentro de 24 horas. A reação da cidade foi diversa. Teve quem dividisse espaço com os penicos debaixo das camas, e teve quem saisse pelas ruas atirando no invasor. Só não derrubaram a aeronave porque o piloto, vendo o perigo, subiu acima de três mil pés para ficar fora do alcance das balas.  O major Feliciano Florêncio atirava do quintal de sua casa situada na descida da Rua Nova com o “comblain” do século XIX no momento em que o avião soltou uma ruma de panfletos. Ele não se conteve: “Acertei nas penas!”. A fuzilaria encheu a rua principal de Princesa de fumaça. Até passarinho foi pego por bala doida. O coronel, que se encontrava em casa, saiu à rua mandando os cabras pararem o tiroteio, porque sabia que aquilo era um estrago de munição. A “guerra” durou menos de meia hora, ao fim da qual o aparelho embicou o focinho para as bandas do Piancó levando nas asas alguns furos de bala. O panfleto trazia a seguinte mensagem:
"O governo da Paraíba intima-vos a entregar as vossas armas. Vossas vidas serão garantidas, dando o governo liberdade aos que não respondem por outros crimes. Convém ouvir a palavra do governo. Deveis apresentar-vos aos nossos oficiais. Dentro de 24 horas Princesa será bombardeada pelos aeroplanos da polícia e tudo será arrasado. Evitai o vosso sacrifício inútil. Ainda é tempo de salvar-vos. Não vos enganeis; vossos chefes estão inteiramente perdidos".
O bombardeio não veio. A missão falhou.
Com a assinatura do deputado estadual e chefe dos revoltosos, "coronel" José Pereira, do Prefeito Municipal, José Frazão de Medeiros Lima, do presidente da câmara dos vereadores, Manoel Rodrigues Sinhô e do vereador Antônio Cordeiro Florentino, foi publicada na primeira página do "JORNAL DE PRINCEZA", do dia 21 de junho de 1930, o Decreto n.º 01, proclamando autonomia político-administrativa em relação ao governo Estadual, porém subordinado politicamente ao poder político federal
Sobre Princesa, Ruy Facó destacou em Cangaceiros e Fanáticos que o território transformou-se em uma fortaleza inexpugnável que sobre seus muros vacilavam as tropas regulares. Com certeza, pois a cidadela insurgente e seus arredores foram fortificados e defendidos com unhas e dentes na maior demonstração de rebeldia do mandonismo local na República Velha.

REFERENCIAS HISTORIAGRÁFICAS:

CENÁRIOS & FOTOGRAFIAS ARMY MEN: Freitas Júnior - Historiador & Poeta:
https://www.facebook.com/profile.php?id=100017290650832

ARMY MEN BRAZIL - MILITARY SCENE

US soldiers in Vietnam. Vietnam, March 31, 1970