Saturday, May 26, 2018

ARMY MEN XXII: FASCISTAS: CAÇADORES DA ARCA PERDIDA

A CENÁRIO ARMY MEN: Soldados vasculhando áreas na Etiópia em busca da Arca da Aliança bíblica
CENÁRIO ARMY MEN: Forças italianas invadem a Etiópia - 03 de Outubro de 1935

No século XIX, a Etiópia era um dos poucos países africanos livres da dominação européia. Houve muitas tentativas da Itália, mas essas batalhas sempre terminaram em vitórias para os etíopes. Em 1896, cerca de 14.500 soldados italianos sofreram uma derrota em Adwa, na Etiópia. Com a intenção de se vingar, Mussolini enviou novas legiões mecanizadas sob o comando do marechal de campo Rodolfo Graziani. Soldados cruzaram as fronteiras da Somalilândia italiana e da Eritréia em 3 de outubro de 1935. As tropas logo se espalharam pela Etiópia e apesar dos protestos da Liga das Nações. Esse foi o inicio da Seguunda Guerra Italo-Etíope, conflito ocorrido em 1935-1936, quando a Itália fascista de Benito Mussolini invadiu a Abissínia (actual Etiópia).
Apesar da superioridade militar, do ponto de vista tecnológico, da Itália, as forças
Forças militares italianas na Etiópia - 1936
etíopes apresentaram mais resistência do que os italianos tinham previsto, que levou-os a utilizar armas químicas, inclusive nas populações civis. Este facto que não foi noticiado na imprensa italiana da época, e muito pouco na restante.
A guerra fez mais de meio milhão de mortos entre os africanos, face a cerca de 5.000 baixas do lado italiano.
Alguns estudiosos acham que a campanha militar lançada pela Itália teve bênçãos do Vaticano. Havia razões suficientes para o Vaticano apoiar essa campanha também. A Igreja Ortodoxa Etíope tinha todos os direitos para se chamar de sede da fé cristã original. A Igreja também se recusou a reconhecer o Papa Pio XI como o líder supremo da fé cristã. O papa continuava entorpecido, mesmo quando havia críticas de todas as partes. Esta invasão também foi apoiada pelo papa como a Etiópia tinha um dos principais artefatos religiosos - a Arca da Aliança. A presença desse artefato na Etiópia representou uma competição pela supremacia do Vaticano.
Embora não haja registros oficiais confirmando a busca da Arca da Aliança na Etiópia pelas tropas italianas, mas os italianos procuraram os tesouros nacionais.
Ossos dos monges mortos por Mussolini em 1936
O grande Steele (ou Obelisco) foi transportado e reintegrado em Roma. Mas, na longa história da Arca, ela foi transferida para vários lugares para se manter em segurança. Ele havia ficado perto do Lago Tana por mais de 800 anos e depois mudou para Axum em 333. Ele também foi transferido para Gonder, Zeway Islands, cavernas da montanha Siemen em Shewa e outros lugares. A inteligência italiana confirmou a notícia de que a Arca havia sido transferida para Axum durante a ocupação italiana. Nesse ínterim, os italianos mataram mais de 300 monges, freiras e clérigos para saber a localização exata da Arca. Uma das formas de proteger o verdadeiro artefato durante os séculos, os etíopes tinham construído várias réplicas da mesma e elas estavam espalhadas por todo o país em diferentes igrejas.

Arca da Aliança - Replica???
A verdadeira Arca da Aliança localiza-se até hoje na Igreja de Santa Maria de Sião em Axum, na Etiópia. O acesso a esse artefato é restringido a apenas um monge que é conhecido como o “Guardião da Arca”. Esta posição sagrada é fornecida para a vida. Este monge e outros monges em Axum estão prontos para dar suas vidas na proteção da Arca. 
Ninguém, além dos monges guardiões, tem permissão para entrar na igreja. Uma das poucas pessoas autorizadas a meramente falar com os monges foi o historiador Ephrem Brhane, que tem se dedicado a orientar peregrinos, fiéis e turistas de todo o mundo em visita a Aksum. Ele afirma que “Abba Gebre Meskel tem 100% de certeza de que é a Arca autêntica: ela não só tem a forma exata descrita na Bíblia como, além disso, ainda brilha com uma luz muito intensa”.
Durante sete dias por mês, antes do nascer do sol, os monges de Santa Maria de Sião carregam em procissão uma réplica da Arca. Cada uma das igrejas ortodoxas da Etiópia tem uma cópia da Arca. Rotineiramente, quase mil fiéis participam das procissões todo mês. No entanto, a antiga capela de Nossa Senhora de Sião parece ter cumprido a sua missão: vários vazamentos no telhado forçaram os monges a iniciar a construção de um novo templo, ao lado do atual: no maior dos sigilos, é ao novo templo que os monges transferirão a Arca. Ninguém saberá que a Arca foi movida para o novo templo até o dia seguinte ao fato.

REFERÊNCIAS:




FOTOS & CENÁRIOS ARMY MEN: FREITAS JÚNIOR (HISTORIADOR & POETA)

Wednesday, May 23, 2018

ARMY MEN XXI_POLITICA EXPANCIONISTA DO FACISMO ITALIANO

CENÁRIO ARMY MEN: Conflito armado de Mussolini com uma pequena resistência etíope - Outubro de 1935

CENÁRIO ARMY MEN: Resistência Etíope diante das forças de Mussolini - Outubro de 1935
outubro de 1935... - Veja mais em https://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/fascismo-italiano---politica-externa-expansionismo-e-formacao-do-eixo.htm?cmpid=copiaecola

Em termos de política externa, uma das principais propostas defendidas pelo fascismo era o direito da Itália ao seu "espaço vital", ou seja, para Mussolini e seus partidários, o direito de anexar territórios com o intuito de aumentar o crescimento econômico. Não era à toa, portanto, o discurso militarista e nacionalista que acompanhava o Partido Nacional Fascista (PFN) desde os seus primórdios.
Uma das primeiras atitudes expansionistas do Estado italiano foi incentivar a fundação de Fascios em países onde imigrantes italianos tinham se instalado, inclusive no Brasil, propagando o ideal do partido pelo mundo. Além disso, o serviço secreto italiano auxiliava grupos simpáticos ao fascismo em várias partes da Europa. Em 1919, tropas italianas ocuparam o porto de Fiume, na Dalmácia, por um ano; em 1923, tomaram a ilha grega de Corfu. Tais atitudes enalteciam o nacionalismo italiano e demonstravam seu descontentamento com os tratados do pós-guerra, que não cederam à Itália as colônias prometidas pela França e pela Inglaterra.
Benito Mussolini com soldados patriotas
 A economia da Itália entrou em profunda crise a partir de 1930, assim como a de vários outros países, pois a Quebra da Bolsa de Nova Iorque (1929) levou as economias dependentes do capital norte-americano à falência. Nessa situação, Mussolini ampliou sua política expansionista, em parte por acreditar que conseguiria resolver a crise anexando territórios, mas também com o propósito de desviar a atenção da população dos problemas internos.
A Líbia, que era uma colônia italiana, se rebelou durante a Primeira Guerra Mundial, empurrando os italianos para um reduzido espaço na faixa litorânea. Ali, Mussolini concentrou sua força expansionista. O líder da Líbia, Omar al-Mukhtar, foi morto e o exército italiano retomou sua antiga colônia em 1931. Um pouco antes, em 1928, os dois países haviam estabelecido os limites entre o território etíope e a colônia italiana da Somália. Dois anos depois a Itália iria desrespeitar este tratado e construir um forte no oásis de Walwal (Ual-Ual, na grafia em italiano), dentro de território etíope. Pouco depois, o forte era alvo de ataque, no qual centenas de soldados etíopes morreram, no que ficou conhecido como "incidente de Walwal".
Conquistas do fascismo italiano
Os protestos do país africano na Liga das Nações não foram considerados, pois britânicos e franceses não queriam confronto com a Itália, enxergando no país um forte aliado contra a Alemanha nazista. Ficava evidente a fragilidade da Liga das Nações, da qual Etiópia e Itália eram membros de pleno direito, e devido a interesses políticos e estratégicos, a soberania de um de seus integrantes era sacrificada sem qualquer cerimônia. Estava aberto o caminho para a invasão italiana.
Em cerca de oito meses, com uma força muito bem equipada, que incluía moderna artilharia, carros, tanques, caminhões, aviões, além de soldados bem treinados, os italianos conseguem finalmente tomar o país africano, que por sua vez, contava com um exército na sua maioria sem treinamento formal, armado de arco e flechas, lanças, alguns rifles (cerca de um terço do exército etíope possuía rifles, fabricados quase todos antes de 1900) e algumas peças de artilharia, caminhões, meia dúzia de tanques e três aviões.
Ao ser conquistada, a Etiópia foi anexada à Eritreia e à Somália Italiana, formando um imenso território, dividido em seis províncias. Os italianos utilizaram de violência contra qualquer local que se pronunciasse contra sua conquista, e aboliram a escravidão. Melhorias nos transportes, condições sanitárias, comunicações se seguiram, ao custo de uma brutal repressão do governo instalado em Adis Abeba, a nova capital do que agora era chamada África Oriental Italiana (AOI). Ao discursar em Roma, logo após a tomada de Adis Abeba, Mussolini irá declarar a restauração do Império, agora sob sua conduta. O discurso marca o auge da popularidade, poder e prestígio do duce, que presencia uma multidão exaltada com seu feito. A glória de Mussolini não durara muito tempo, pois sua decisão de entrar na guerra ao lado dos alemães em 1940 se mostraria fatal para ele e para as conquistas italianas. Apenas em 1941 a Etiópia reconquistaria sua independência, cinco anos após sua invasão.


REFERÊNCIAS HISTORIOGRÁFICAS:

> https://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/fascismo-italiano---politica-externa-expansionismo-e-formacao-do-eixo.htm
>https://www.infoescola.com/historia/segunda-guerra-italo-etiope/


FOTOS & CENÁRIOS ARMY MEN: FREITAS JÚNIOR (HISTORIADOR & POETA)



ARMY MEN BRAZIL - MILITARY SCENE

US soldiers in Vietnam. Vietnam, March 31, 1970